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Nódulo da tiroide

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 18 perguntas neste tema

Em resumo

O nódulo da tiroide é uma lesão que a ecografia distingue do parênquima à volta. É muito frequente: palpa-se em cerca de 5% das mulheres e 1% dos homens, e a ecografia encontra-o em 19 a 68% dos adultos, mais nas mulheres, nos idosos e onde falta iodo. A grande maioria é benigna. O cancro está em 7 a 15% dos nódulos que chegam a avaliação, e quase sempre é um carcinoma papilar pequeno e indolente, o que torna o sobrediagnóstico um risco tão real como o cancro que escapa.

A avaliação serve para encontrar a minoria que importa sem operar as restantes. Começa pela história (irradiação cervical na infância, familiares com carcinoma medular ou com síndromes que dão carcinoma da tiroide) e pela TSH. Com a TSH baixa, a cintigrafia procura o nódulo quente, que é praticamente sempre benigno e não se punciona. Com a TSH normal ou alta segue-se a ecografia, que classifica o risco pelo EU-TIRADS; a citologia aspirativa decide-se pela classe ecográfica e pelo tamanho em conjunto, e o resultado lê-se no sistema de Bethesda.

A citologia resolve o carcinoma papilar, cujo critério é nuclear, mas não separa o adenoma do carcinoma folicular, que se define pela invasão da cápsula ou dos vasos e só se vê na peça: daí a lobectomia diagnóstica na neoplasia folicular. O nódulo benigno vigia-se, com intervalos que dependem da classe ecográfica. Só se trata quando dá sintomas, por cirurgia, radioiodo ou ablação percutânea, e nunca com levotiroxina para suprimir a TSH.

O que não se pode falhar: puncionar um nódulo quente; dar por tranquila uma citologia benigna num nódulo de alto risco ecográfico; ignorar uma adenopatia suspeita, que se punciona seja qual for o nódulo; e operar um carcinoma medular sem excluir antes um feocromocitoma. Uma massa que cresce em semanas num idoso é carcinoma anaplásico ou linfoma até prova em contrário, e o compromisso da via aérea é uma urgência.

Porque aparecem nódulos

  • A TSH é o principal estímulo ao crescimento do folículo. A carência de iodo reduz a eficiência da síntese hormonal e favorece o bócio e a multinodularidade.
  • No bócio multinodular a maioria dos nódulos é policlonal, uma resposta hiperplásica a fatores de crescimento locais; alguns são monoclonais, verdadeiras neoplasias.
  • A radiação ionizante na infância (radioterapia cervical, precipitação nuclear como em Chernobyl) aumenta os nódulos benignos e malignos, dá cancros multicêntricos e mais precoces. O risco é máximo 20 a 30 anos depois da exposição e dura toda a vida; as crianças são mais sensíveis.
  • Nos doentes com nódulo, uma TSH mais alta, mesmo dentro do intervalo normal, associa-se a maior risco de cancro e a estádio mais avançado.

O nódulo quente

  • Na maioria há uma mutação somática ativadora do recetor da TSH, e menos vezes da subunidade Gs da proteína G. O AMP cíclico fica ativado de forma constante e o nódulo cresce e produz hormona sem depender da TSH.
  • O excesso de hormona suprime a TSH e o resto da glândula deixa de captar: na cintigrafia vê-se um foco quente sobre um fundo apagado.
  • Estas mutações fazem crescer mas não transformam: o nódulo hiperfuncionante é quase sempre benigno. A tirotoxicose costuma ser ligeira e aparece sobretudo acima de 3 cm.

As alterações moleculares do cancro

papilarfolicular
Alterações típicasBRAF V600E (a mais frequente), rearranjos de RETmutações de RAS, rearranjo PAX8-PPARγ
Disseminaçãolinfática, para os gânglios cervicaishematogénea, para osso, pulmão e sistema nervoso
Citologiadiagnósticaindeterminada
  • As alterações da via das cinases ativadas por mitogénio (RET, RAS, BRAF) raramente coexistem no mesmo tumor: basta uma para ligar a via.
  • Os rearranjos de RET estão em 20 a 40% dos papilares e são mais frequentes nos tumores depois de irradiação.
  • As mutações de RAS e o rearranjo PAX8-PPARγ também aparecem em lesões benignas, e por isso não chegam para decidir.
  • As mutações do promotor da TERT e de TP53 marcam desdiferenciação: são mais frequentes no anaplásico, e associadas a BRAF ou RAS apontam para doença agressiva.
  • No carcinoma medular familiar há uma mutação pontual germinal de RET, precedida de hiperplasia das células C.

Porque a citologia não chega no folicular

  • No papilar o diagnóstico é nuclear: núcleos grandes e claros, com sulcos e pseudoinclusões. Vê-se numa célula aspirada.
  • O adenoma e o carcinoma folicular têm núcleos iguais. O carcinoma define-se pela invasão da cápsula ou dos vasos, que exige a arquitetura da peça. A citologia só consegue dizer «neoplasia folicular».
  • A neoplasia de células oncocíticas (antes chamadas de Hürthle) segue a mesma lógica: o critério de malignidade é a invasão.

História natural do nódulo benigno

  • A maioria cresce pouco ou nada: em 5 anos o maior diâmetro aumenta em média cerca de 5 mm, e só cerca de 16% têm crescimento significativo.
  • Crescer não é sinal de malignidade. Nos nódulos com citologia benigna, o cancro que escapou encontra-se sobretudo nos que têm padrão ecográfico suspeito (cerca de 20%), e raramente nos que só cresceram (cerca de 1%).
  • O quisto volta a encher depois de aspirado em 60 a 90% dos casos.

A ordem da investigação

  1. História e exame objetivo, com os gânglios cervicais.
  2. TSH, em todos.
  3. Cintigrafia se a TSH estiver baixa.
  4. Ecografia da tiroide e dos gânglios cervicais, em todos.
  5. Citologia aspirativa quando a classe ecográfica e o tamanho a indicarem.

Laboratório

  • TSH baixa: T4 livre e, se esta for normal, T3 livre; anticorpos antirrecetor da TSH se for preciso separar da doença de Graves. TSH alta: T4 livre e anticorpos antiperoxidase.
  • A tiroglobulina sérica não tem papel na avaliação inicial: sobe em quase toda a doença tiroideia. Serve para vigiar o carcinoma depois da tiroidectomia total.
  • A calcitonina não se pede a todos, porque no máximo 1 em cada 200 doentes rastreados tem carcinoma medular. Pede-se antes de cirurgia ou de ablação, com citologia indeterminada ou ecografia suspeita, e com história pessoal ou familiar de carcinoma medular ou MEN2. Os limiares que separam o carcinoma medular de outras causas são acima de 30 pg/mL na mulher e 34 pg/mL no homem.

Cintigrafia

  • Com tecnécio-99m (o mais usado) ou iodo-123. Classifica o nódulo em quente, isofuncionante ou frio.
  • O nódulo quente é praticamente sempre benigno e não se punciona; trata-se a hiperfunção. A grande maioria dos nódulos é fria, e frio não quer dizer maligno.
  • Com TSH normal a cintigrafia não é o primeiro exame. A exceção é o bócio multinodular e as regiões com carência de iodo, atual ou passada, onde há nódulos autónomos com TSH ainda normal.

Ecografia e EU-TIRADS

A ecografia confirma que há nódulo, mede-o em três dimensões, descreve o padrão e procura adenopatias nos compartimentos central e laterais. Na Europa o sistema de risco é o EU-TIRADS (sistema europeu de classificação ecográfica dos nódulos da tiroide).

classeaspetorisco de cancropunciona-se
EU-TIRADS 2, benignoquisto puro, nódulo inteiramente espongiformecerca de 0%não
EU-TIRADS 3, baixo riscoisoecogénico ou hiperecogénico, sem sinais de alta suspeição2 a 4%acima de 20 mm
EU-TIRADS 4, risco intermédioligeiramente hipoecogénico, sem sinais de alta suspeição6 a 17%acima de 15 mm
EU-TIRADS 5, alto riscopelo menos um: forma irregular (mais alto do que largo), margens irregulares, microcalcificações, hipoecogenicidade acentuada26 a 87%acima de 10 mm
  • Na dúvida sobre um sinal de alta suspeição, classifica-se como EU-TIRADS 4.
  • Punciona-se seja qual for a classe se houver adenopatia suspeita ou sinais de extensão extratiroideia (abaulamento ou rotura da cápsula).
  • EU-TIRADS 5 entre 5 e 10 mm só se punciona com adenopatia suspeita, suspeita de extensão extratiroideia ou localização de risco, junto à traqueia ou ao nervo recorrente.
  • O nódulo sólido tem mais risco do que o predominantemente quístico. O halo fino e a macrocalcificação não são sinais suspeitos.
  • A ecografia deteta muito bem o papilar clássico e bastante pior o carcinoma folicular, que tantas vezes parece benigno.
  • O Doppler e a elastografia são acessórios e não entram por rotina na classificação.
  • A Associação Americana da Tiroide usa outro sistema, com cortes de 1 cm na suspeição alta e intermédia, 1,5 cm na baixa e 2 cm, ou vigilância, na muito baixa. A lógica é a mesma: quanto mais suspeito, mais pequeno o nódulo que se punciona.

Gânglios

  • Suspeitos: áreas quísticas, microcalcificações, aspeto semelhante a tecido tiroideu e vascularização anárquica sem hilo visível.
  • Punciona-se com doseamento de tiroglobulina no líquido de lavagem da agulha, ou de calcitonina se se suspeitar de carcinoma medular. Na metástase de carcinoma diferenciado a tiroglobulina do lavado é muito mais alta do que a do sangue.

Citologia aspirativa

  • Faz-se guiada por ecografia. A anticoagulação não a contraindica desde que o INR esteja abaixo de 3, e os antiagregantes também não; as coagulopatias graves sim.
  • A amostra é adequada com pelo menos 6 grupos de 10 células foliculares bem preservadas.
Bethesdacategoriarisco de cancro, média (intervalo)conduta habitual
Inão diagnóstica13% (5 a 20%)repetir a citologia guiada por ecografia
IIbenigna4% (2 a 7%)vigilância clínica e ecográfica
IIIatipia de significado indeterminado22% (13 a 30%)repetir, teste molecular, lobectomia diagnóstica ou vigilância
IVneoplasia folicular30% (23 a 34%)teste molecular, lobectomia diagnóstica
Vsuspeita de malignidade74% (67 a 83%)teste molecular, lobectomia ou tiroidectomia quase total
VImaligna97% (97 a 100%)lobectomia ou tiroidectomia quase total
  • Categoria I: o líquido de um quisto, só com macrófagos, é não diagnóstico. A repetição dá diagnóstico em 60 a 80% e não é preciso esperar três meses.
  • Categoria II: o risco medido nas peças operadas sobrestima o real; no seguimento a longo prazo o falso negativo é de 1 a 2%.
  • Categoria III: a atipia nuclear tem mais risco do que a atipia só arquitetural ou oncocítica, e o relatório distingue as duas.
  • Categoria IV: cerca de 30% das neoplasias foliculares são, na peça, doença nodular folicular benigna. A neoplasia folicular oncocítica tem risco de 25 a 50%.
  • Na criança o risco é mais alto em todas as categorias indeterminadas.
  • Biópsia com agulha grossa: nunca em primeira linha. Reserva-se para a citologia repetidamente não diagnóstica ou de categoria III, e para quando a histologia muda o diagnóstico: suspeita de carcinoma pouco diferenciado ou anaplásico, linfoma ou metástase.

Testes moleculares

  • Podem considerar-se nas citologias indeterminadas (III e IV), onde existirem. Os comerciais são quase só usados nos Estados Unidos; na Europa são sobretudo testes locais, em investigação.
  • Servem para duas coisas diferentes: um resultado negativo num teste de alto valor preditivo negativo permite vigiar em vez de operar; uma alteração muito específica, como a BRAF V600E, permite ir diretamente à cirurgia adequada.
  • O valor preditivo depende do risco local de cancro, e se cada teste positivo levar a cirurgia pode aumentar o tratamento em excesso.

Outros exames de imagem

  • TC e RM só para avaliar a extensão local e o bócio mergulhante. O contraste iodado pode desencadear tirotoxicose num bócio com autonomia e atrasa meses um eventual tratamento com radioiodo.
  • A PET com fluorodesoxiglicose não tem papel no estudo do nódulo.
incidentalomarisco de cancroconduta
Nódulo em TC ou RM5 a 13%ecografia e o algoritmo habitual
Captação focal na PETcerca de 35%ecografia; punciona-se a partir de 1 cm
Captação difusa na PETbaixo, em regra tiroiditefunção tiroideia e ecografia

Diagnóstico diferencial

  • Área palpável sem nódulo à ecografia.
  • Tiroidite, crónica ou subaguda.
  • Adenoma de paratiroide intratiroideu: a paratormona no lavado da agulha confirma.
  • Adenopatias cervicais de outra origem.
Nódulo da tiroide: a ordem da investigaçãoClínica, depois TSH; cintigrafia só com TSH baixa; ecografia; citologia quando indicadaNódulo da tiroide1 · História e exame objetivoRisco: irradiação cervical na infância · familiar com carcinoma medular ou MEN2Alarme: crescimento rápido · duro e fixo · adenopatia · disfoniaDor súbita: quase sempre hemorragia num nódulo benigno, mas não exclui cancro2 · TSH: o primeiro exame laboratorial, sempreO resultado decide se a cintigrafia entra no algoritmoTSH baixa ou suprimidaTSH normal ou elevadaCintigrafia (¹²³I ou ⁹⁹mTc)Só neste ramo, com TSH baixaNódulo quente (hiperfuncionante)praticamente sempre benignoNão se puncionatratar a hiperfunçãoFrio ou isofuncionante: seguir o ramo da direita3 · Ecografia com classe EU-TIRADSSinais suspeitoshipoecogenicidade acentuadaforma irregular ou mais alto do que largomargens irregularesmicrocalcificaçõesextensão extratiroideia: puncionar sempreadenopatia suspeita: puncionar sempre4 · Citologia aspirativa ecoguiadaIndicação: classe ecográfica e tamanho, juntosnunca o tamanho isoladoBethesda I a VII repetir · II vigiar · III repetir a citologiaIV lobectomia diagnóstica · V e VI cirurgia!A citologia não distingueadenoma de carcinoma folicularO critério é a invasão capsularou vascular, que só se vê nahistologia da peça operatóriaPunciona-se (EU-TIRADS): classe 5 acima de 10 mm · classe 4 acima de 15 mm ·classe 3 acima de 20 mm · classe 2 (quisto puro, espongiforme): não se puncionaClasse 5 de 5 a 10 mm: só com adenopatia, extensão extratiroideia ou posição de risco

Nódulo benigno sem sintomas: vigilância

situaçãovigilância
EU-TIRADS 2 ou 3 de 5 a 10 mmnenhuma
EU-TIRADS 2 acima de 10 mm, EU-TIRADS 3 de 10 a 20 mmreavaliar em 3 a 5 anos
EU-TIRADS 4 abaixo de 15 mmreavaliar em 1 ano
EU-TIRADS 5 abaixo de 10 mmreavaliar a cada 6 a 12 meses
Citologia benigna, EU-TIRADS 3 ou 4reavaliar em 3 a 5 anos
Citologia benigna, EU-TIRADS 5repetir a citologia
  • Crescimento significativo: aumento de pelo menos 20% em dois diâmetros, com um mínimo de 2 mm, ou de mais de 50% do volume. Nesse caso, ou se mudar a classe ecográfica, repete-se a avaliação e, se indicada, a citologia.
  • Depois de duas citologias benignas deixa de ser preciso vigiar o risco de cancro desse nódulo.
  • Se não houver mudança em 2 anos, a vigilância pode espaçar-se.
  • Levotiroxina não está indicada num doente eutiroideu com nódulos. Suprimir a TSH reduz o volume só 5 a 15%, são precisos 6 a 8 doentes tratados para uma resposta, e o preço é a fibrilhação auricular e a osteoporose.
  • Iodo ou selénio só se houver carência.

Nódulo benigno com sintomas

opçãoquandoo que esperar
Cirurgiasintomas compressivos, extensão retroesternal, preocupação estética; pode considerar-se a partir de 4 cm mesmo sem sintomaslobectomia se a doença é de um lobo; tiroidectomia quase total no bócio multinodular
Radioiodonódulo quente (alternativa recomendada); bócio multinodular sem hiperfunção, sobretudo com risco cirúrgicono quente, redução de 30 a 50% em 12 meses; no bócio, cerca de 40%, com hipotiroidismo em 10 a 20% aos 10 anos
Etanol percutâneoprimeira linha no quisto puro ou predominantemente quístico com sintomassucesso em 75 a 85%
Ablação térmica (laser, radiofrequência, micro-ondas)nódulo sólido benigno com sintomas, alternativa à cirurgia; quisto que recidiva após etanolredução de 57 a 77% do volume aos 5 anos
  • Antes da ablação: segunda citologia benigna (exceto EU-TIRADS 2), avaliação das cordas vocais e exclusão de coagulopatia. Vigia-se aos 6 e aos 12 meses e depois aos 3 a 5 anos.
  • A ablação não dá peça para histologia, e por isso exige a certeza citológica.

Nódulo quente

  • O radioiodo é a alternativa recomendada à cirurgia e à ablação; raramente precisa de antitiroideus antes, salvo hipertiroidismo grave ou doença cardíaca. Corrige a tirotoxicose em cerca de 75% em 3 meses, com hipotiroidismo em menos de 10% em 5 anos.
  • A lobectomia também resolve e poupa a função e as paratiroides. Os antitiroideus normalizam a função mas não são tratamento de longo prazo.

Citologia indeterminada

  • Bethesda III: repete-se a citologia, seja qual for a classe. Se voltar a ser III: no EU-TIRADS 3, reavaliar dentro de 1 ano, teste molecular ou cirurgia; no EU-TIRADS 4 ou 5, cirurgia ou vigilância ativa, com teste molecular onde existir.
  • Bethesda IV: propõe-se cirurgia, em regra lobectomia (hemitiroidectomia), com teste molecular onde existir. Repetir a citologia não resolve, porque o que falta é a invasão.
  • A lobectomia dá o diagnóstico, poupa metade da glândula e das paratiroides, e permite completar a tiroidectomia se a peça mostrar carcinoma com critérios para isso. No bócio multinodular considera-se a tiroidectomia quase total.

Citologia suspeita ou maligna

  • Bethesda V e VI: cirurgia, lobectomia ou tiroidectomia quase total conforme o tamanho e a extensão. Antes, ecografia dos compartimentos central e laterais, com punção de qualquer gânglio suspeito, que se remove na mesma cirurgia.
  • Nos carcinomas diferenciados intratiroideus de 1 a 4 cm sem metástases pode fazer-se lobectomia ou tiroidectomia quase total; acima de 4 cm, com metástases ou com extensão extratiroideia, tiroidectomia quase total.
  • Vigilância ativa do microcarcinoma papilar (até 1 cm): alternativa à cirurgia imediata se não houver adenopatia, extensão extratiroideia nem citologia agressiva, e se o tumor não estiver junto à traqueia nem na face posterior do lobo, perto do recorrente. Nas séries prospetivas, cerca de 5% cresceram mais de 3 mm aos 5 anos e 8% aos 10, e os operados depois não tiveram pior evolução.
  • Carcinoma medular: pesquisa de mutação germinal de RET em todos e exclusão de feocromocitoma antes da cirurgia; não capta radioiodo.
  • Linfoma: não se opera como primeiro tratamento; estadia-se e trata-se como os outros linfomas, e costuma ser muito sensível à radioterapia.

Antes de qualquer cirurgia da tiroide

  • Avaliação da voz em todos. Laringoscopia se houver alteração da voz, cirurgia cervical ou torácica alta prévia, ou cancro com extensão extratiroideia posterior ou metástases centrais extensas.
  • TC sem contraste iodado se se previr tratamento com radioiodo.

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