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Neoplasias da mama

Matriz PNA:D · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 27 perguntas neste tema

Em resumo

O cancro da mama é a neoplasia maligna mais frequente na mulher e a primeira causa de morte por cancro na mulher em todo o mundo; em Portugal houve 7425 casos novos em 2020. Nasce na unidade ductolobular terminal, cresce primeiro dentro da membrana basal (carcinoma in situ) e só depois invade e metastiza, pelos gânglios axilares e pelo sangue. O risco sobe sobretudo com a idade, com a exposição estrogénica acumulada e com a densidade mamária, e 5 a 10% dos casos são hereditários, a maioria por variantes do BRCA1 e do BRCA2.

Apresenta-se como nódulo duro, mal delimitado e pouco móvel, com retração da pele ou do mamilo, corrimento sanguinolento de um só ducto, eczema do mamilo ou adenopatia axilar, e cada vez mais como achado do rastreio, que em Portugal se faz por tomossíntese de 2 em 2 anos entre os 45 e os 74 anos. Na mesma consulta aparecem as lesões benignas (fibroadenoma, quisto, papiloma, mastite e abcesso) e as lesões de alto risco (hiperplasia atípica e carcinoma lobular in situ), que não são cancro mas mudam a vigilância.

O diagnóstico é triplo: clínica, imagem e biópsia por agulha grossa. A biópsia dá o tipo, o grau, os recetores hormonais, o HER2 e o Ki-67, e com eles o tumor arruma-se em quatro subtipos (luminal A, luminal B, HER2 positivo e triplo negativo), que são o que escolhe a terapêutica sistémica.

O tratamento local é, na maioria, cirurgia conservadora com radioterapia, com sobrevivência igual à da mastectomia, e a axila estuda-se pelo gânglio sentinela; o esvaziamento axilar ficou para poucos casos. A terapêutica sistémica junta hormonoterapia, quimioterapia, anti-HER2, imunoterapia, inibidores de CDK4/6 e olaparib conforme o subtipo e o risco.

O que não se pode falhar: a imagem normal perante um nódulo que a clínica acha suspeito, a pele em casca de laranja tratada semanas como mastite, e a queda da fração de ejeção sob trastuzumab.

Referências

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27 perguntas sobre Neoplasias da mama

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