Digestiva e HepatobiliarNeoplasia gástricaPublicado (Premium)

Neoplasia gástrica

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoGD · Gestão

Atualizado em 14 de julho de 2026 · 11 perguntas neste tema

Fazer perguntas deste tema
Em resumo

A neoplasia gástrica continua a ser diagnosticada tardiamente na maioria dos doentes ocidentais, o que faz da suspeição clínica perante sinais de alarme e da endoscopia com biópsia o ponto de viragem prognóstico. O adenocarcinoma domina o cenário, mas o estômago alberga também tumores com biologia e tratamento radicalmente distintos, como o GIST e o linfoma MALT. Este capítulo privilegia a decisão cirúrgica: quando ressecar por via endoscópica, quando operar, que extensão de gastrectomia e de linfadenectomia escolher, e como o estadiamento por laparoscopia e citologia peritoneal muda a estratégia. O fio condutor é distinguir o tumor precoce, potencialmente curável com resseção local, do tumor localmente avançado, que exige quimioterapia perioperatória e cirurgia radical.

A cascata de Correa como espinha dorsal

O modelo de Correa (1992) explica a génese do adenocarcinoma do tipo intestinal como uma sequência de lesões que decorre ao longo de décadas, cada etapa herdando o dano da anterior:

Mucosa normal → gastrite crónica não atrófica → gastrite crónica atrófica → metaplasia intestinal → displasia (neoplasia intraepitelial) → carcinoma invasor.

O motor inicial é a inflamação crónica desencadeada por Helicobacter pylori. A colonização persistente do antro provoca gastrite, e em hospedeiros suscetíveis a inflamação estende-se ao corpo (pangastrite), com destruição das glândulas oxínticas. A atrofia reduz a massa de células parietais e leva a hipocloridria, o que por sua vez altera o meio luminal: o pH mais alto favorece o supercrescimento bacteriano e a formação de compostos N-nitrosos genotóxicos a partir de nitratos da dieta. A metaplasia intestinal surge como resposta adaptativa, com substituição do epitélio gástrico por epitélio de tipo intestinal (células caliciformes). É neste terreno metaplásico que emerge a displasia, o verdadeiro precursor imediato do carcinoma, graduada em baixo e alto grau. A progressão não é inevitável, mas o risco acumulado justifica a vigilância das lesões precursoras.

Papel do H. pylori e dos fatores ambientais

O H. pylori não é apenas um irritante mecânico. As estirpes que expressam a proteína CagA injetam este fator na célula epitelial através de um sistema de secreção tipo IV, desregulando vias de proliferação e de adesão celular. A VacA induz vacuolização e apoptose. A inflamação crónica gera espécies reativas de oxigénio e de azoto que causam dano no DNA e instabilidade genómica. O sal da dieta amplifica o efeito ao lesar a barreira mucosa e potenciar a colonização; o tabaco contribui com carcinogénios adicionais. Um subgrupo de tumores é impulsionado pelo EBV, que através de hipermetilação extensa do genoma silencia genes supressores.

Duas vias moleculares distintas: intestinal e difuso

A dicotomia de Lauren tem tradução molecular. O tipo intestinal acumula alterações sequenciais em vias como TP53, APC e instabilidade cromossómica, coerente com a progressão gradual de Correa. O tipo difuso segue uma via diferente, centrada na perda de E-caderina (gene CDH1). A E-caderina é a molécula de adesão que mantém as células epiteliais unidas; a sua perda liberta as células, que passam a infiltrar isoladamente o estroma sem formar glândulas, originando o padrão de células em anel de sinete (núcleo empurrado para a periferia pela mucina intracelular) e a infiltração difusa da parede que caracteriza a linite plástica. Na forma hereditária, a mutação germinativa de CDH1 confere risco de cancro gástrico difuso ao longo da vida suficientemente elevado para justificar gastrectomia profilática.

Da fisiopatologia ao padrão de disseminação

Compreender a biologia explica o modo como o tumor se espalha, o que é decisivo para o estadiamento cirúrgico. A disseminação faz-se por quatro rotas:

  • Extensão local, atravessando as camadas da parede (mucosa, submucosa, muscular própria, subserosa, serosa) até invadir estruturas vizinhas.
  • Linfática, para os gânglios perigástricos e depois para as cadeias ao longo dos vasos do tronco celíaco, seguindo um padrão relativamente previsível que fundamenta a linfadenectomia sistemática.
  • Hematogénica, sobretudo para o fígado através do sistema porta, e depois pulmão e osso.
  • Transcelómica, com esfoliação de células para a cavidade peritoneal. Esta via é típica do tipo difuso e explica a carcinomatose peritoneal, a citologia peritoneal positiva e as metástases por gravidade (tumor de Krukenberg no ovário, prateleira de Blumer no fundo de saco).

O tipo difuso, por não formar glândulas coesas e por invadir através da submucosa, tem maior propensão à disseminação peritoneal e à citologia positiva, razão pela qual a laparoscopia de estadiamento tem um papel particularmente relevante nestes doentes. A previsibilidade da disseminação linfática, por outro lado, é o alicerce racional da linfadenectomia D2, que remove não só os gânglios perigástricos imediatos mas também as estações ao longo das artérias do tronco celíaco.

Cancro gástrico: cascata de Correa e tipos de Lauren A · Cascata de Correa — sequência do tipo intestinal Mucosanormal Gastritecrónica (H. pylori) Gastriteatrófica Metaplasiaintestinal Displasia ADENO-CARCINOMA bem diferenciado B · Classificação de Lauren INTESTINAL DIFUSO • Bem diferenciado, glandular • Coeso, forma glândulas • Idoso; predomínio distal (antro) • Associado a H. pylori e dieta • Melhor prognóstico • Células em anel de sinete • Pouco coeso, infiltra a parede • Jovem; linite plástica • Hereditário (CDH1, E-caderina) • Pior prognóstico Metastização clássica — metástases com nome próprio Gânglio de Virchow — supraclavicular esq. Tumor de Krukenberg — ovário Prateleira de Blumer — fundo de saco Nódulo da irmã Maria José — umbilical Tratamento (doença localmente avançada): gastrectomia + linfadenectomia D2 + quimioterapia perioperatória (FLOT)
Esquema original InovaQB, síntese da cascata de Correa e da classificação de Lauren do adenocarcinoma gástrico.

Sinais de alarme que obrigam a endoscopia

O adenocarcinoma gástrico é frequentemente silencioso na fase inicial, e os sintomas precoces (dispepsia, enfartamento, saciedade precoce) são inespecíficos. A chave clínica é reconhecer os sinais de alarme que num doente com queixas dispépticas impõem endoscopia digestiva alta sem demora, independentemente da idade:

  • Perda de peso involuntária e anorexia
  • Disfagia ou odinofagia (sugere tumor proximal ou da junção)
  • Vómitos persistentes ou de retenção (sugere obstrução distal)
  • Hemorragia digestiva (hematemese, melenas) ou anemia ferropénica inexplicada
  • Massa epigástrica palpável
  • Dispepsia de novo após os 55 anos

A regra examinável é direta: sinal de alarme = endoscopia digestiva alta (EDA) com biópsia. A EDA é o exame de eleição para o diagnóstico porque visualiza a lesão e permite colher tecido. Devem colher-se múltiplas biópsias (habitualmente seis a oito) dos bordos e do leito da lesão, porque em tumores ulcerados ou infiltrativos uma única amostra pode falhar. Na suspeita de linite plástica, em que a mucosa pode parecer superficialmente intacta, as biópsias convencionais são muitas vezes falsamente negativas e pode ser necessária biópsia profunda ou em túnel.

Sinais de doença avançada ao exame físico

Alguns achados semiológicos traduzem já disseminação e têm nome próprio, muito valorizados no exame:

  • Gânglio de Virchow: adenopatia supraclavicular esquerda (drenagem do canal torácico).
  • Nódulo da irmã Maria José (Sister Mary Joseph): nódulo periumbilical por metástase.
  • Prateleira de Blumer (Blumer shelf): massa palpável no toque retal, no fundo de saco, por depósito peritoneal.
  • Tumor de Krukenberg: metástase ovárica bilateral com células em anel de sinete.
  • Gânglio de Irish: adenopatia axilar esquerda.

Confirmação histológica e biomarcadores

O diagnóstico é sempre histológico. Além de confirmar o adenocarcinoma e definir o tipo de Lauren e o grau, a peça de biópsia deve ser testada para biomarcadores que orientam o tratamento sistémico, sobretudo em doença avançada: HER2 (por imuno-histoquímica e, se equívoco, hibridização in situ), PD-L1 (com determinação do CPS), estado de instabilidade de microssatélites/MMR e, cada vez mais, Claudina 18.2. A pesquisa e o tratamento de H. pylori devem acompanhar o diagnóstico.

Estadiamento: o algoritmo que decide a cirurgia

Uma vez confirmado o carcinoma, o objetivo é definir o cTNM para escolher entre resseção endoscópica, cirurgia radical ou tratamento sistémico paliativo. A sequência lógica é a seguinte:

1. Tomografia computorizada (TC) tóraco-abdomino-pélvica com contraste. É o exame de base para pesquisar metástases à distância (fígado, pulmão, peritoneu volumoso) e adenopatias, e para uma avaliação inicial de T e N. Deteta doença metastática evidente que contraindica cirurgia com intenção curativa.

2. Ecoendoscopia (EUS). É o exame mais preciso para o estadiamento loco-regional (T e N), porque distingue as camadas da parede e mede a profundidade de invasão. É determinante para separar o tumor precoce (candidato a resseção endoscópica) do localmente avançado, e para orientar a decisão de quimioterapia perioperatória. Permite ainda punção aspirativa de adenopatias suspeitas.

3. Laparoscopia de estadiamento com citologia peritoneal. Complementa a imagiologia porque a TC não deteta de forma fiável a carcinomatose peritoneal de pequeno volume nem as metástases hepáticas superficiais. Está indicada nos tumores localmente avançados (a partir de cT3 ou N+) potencialmente ressecáveis, sobretudo do tipo difuso, e permite: inspecionar diretamente o peritoneu e a superfície hepática, e colher lavado peritoneal para citologia. A citologia positiva (Cyt+) é considerada doença metastática (classificada como M1 ou pelo menos como estádio equivalente a M1 na maioria dos sistemas), pelo que muda a estratégia mesmo na ausência de nódulos visíveis. A laparoscopia evita laparotomias não terapêuticas ao reclassificar como estádio IV doentes que pareciam ressecáveis.

4. PET-FDG. Papel seletivo, útil para caracterizar lesões equívocas ou pesquisar doença oculta; menos sensível no tipo difuso e mucinoso, que capta pouco.

Sistema de estadiamento TNM 8.ª edição

O estadiamento segue a classificação TNM da AJCC/UICC, 8.ª edição. Pontos examináveis:

  • T traduz a profundidade de invasão na parede (T1a mucosa, T1b submucosa, T2 muscular própria, T3 subserosa, T4a serosa/peritoneu visceral, T4b estruturas adjacentes).
  • N é baseado no número de gânglios envolvidos (N1: 1 a 2; N2: 3 a 6; N3a: 7 a 15; N3b: 16 ou mais), o que exige uma linfadenectomia adequada para um estadiamento fiável (recomendam-se pelo menos 16 gânglios examinados).
  • A 8.ª edição introduziu categorias separadas clínica (cTNM), patológica (pTNM) e pós-neoadjuvante (ypTNM).
  • Nos tumores da junção esofagogástrica, aplica-se a regra dos 2 cm da AJCC 8.ª edição: o tumor com epicentro até 2 cm no estômago e com envolvimento da junção esofagogástrica (Siewert I/II) estadia-se como esófago; o tumor com epicentro a mais de 2 cm no estômago (Siewert III) estadia-se e trata-se como estômago.

Princípio geral: o estadiamento comanda a decisão

A escolha terapêutica organiza-se em três grandes cenários, definidos pelo estadiamento: o carcinoma precoce (candidato a resseção endoscópica), o localmente avançado ressecável (quimioterapia perioperatória mais cirurgia radical) e a doença metastática (tratamento sistémico paliativo). A decisão deve ser tomada em reunião multidisciplinar.

Carcinoma gástrico precoce: resseção endoscópica

O carcinoma precoce define-se como tumor limitado à mucosa ou submucosa (T1), independentemente do estado ganglionar, embora a resseção endoscópica só seja apropriada quando o risco de metástase ganglionar é desprezível. A disseção endoscópica da submucosa (ESD) é preferível à mucosectomia (EMR) por permitir resseção em bloco de lesões maiores, com margens avaliáveis. Segundo as guidelines japonesas de ESD/EMR (2.ª edição, 2021), as indicações absolutas típicas incluem:

  • Adenocarcinoma diferenciado, intramucoso (T1a), sem ulceração, de qualquer dimensão.
  • Adenocarcinoma diferenciado, intramucoso, com ulceração, com dimensão até 3 cm.
  • Adenocarcinoma indiferenciado, intramucoso, sem ulceração, com dimensão até 2 cm.

A peça é avaliada com critérios de cura (margens livres, ausência de invasão linfovascular, profundidade e tipo histológico dentro dos limites). Se a histologia final mostrar fatores de risco (invasão da submucosa profunda, invasão linfovascular, margem positiva), o doente deve ser referenciado para gastrectomia com linfadenectomia, porque a resseção local deixou de ser oncologicamente suficiente.

Cirurgia radical: extensão da gastrectomia

Na doença ressecável não precoce, a base curativa é a resseção gástrica com margens negativas mais linfadenectomia. A extensão da gastrectomia depende da localização e do tipo histológico:

  • Gastrectomia subtotal (distal): preferível para tumores do antro e terço distal, desde que se consiga margem proximal adequada. Tem menor morbilidade e melhor qualidade de vida que a total, com equivalência oncológica quando a margem é atingível.
  • Gastrectomia total: indicada para tumores do corpo proximal, cárdia ou quando a margem exigida obriga a remover todo o estômago, e no tipo difuso/linite plástica pela extensão infiltrativa.

A margem de resseção é um conceito examinável: exige-se margem macroscópica de cerca de 5 cm no tipo intestinal e mais alargada, cerca de 8 cm, no tipo difuso pela infiltração submucosa. A margem deve ser confirmada intraoperatoriamente por exame extemporâneo (congelação). A reconstrução mais comum após gastrectomia total é a ansa em Y de Roux.

Linfadenectomia D2: o padrão de referência

A extensão da linfadenectomia é um dos pontos mais cobrados. A nomenclatura baseia-se nas estações ganglionares:

  • D1: gânglios perigástricos imediatos (estações 1 a 7).
  • D2: D1 acrescido das estações ao longo das artérias do tronco celíaco (estações 8, 9, 11 e 12: hepática comum, tronco celíaco, esplénica e ligamento hepatoduodenal).

A linfadenectomia D2 é o padrão de referência para o cancro gástrico ressecável não precoce, recomendada pelas guidelines ocidentais (NCCN, ESMO) e asiáticas, por oferecer melhor controlo loco-regional e estadiamento fiável com morbilidade aceitável quando realizada por equipas experientes. A D2 moderna é poupadora de pâncreas e de baço: a esplenectomia e a pancreatectomia de rotina foram abandonadas por aumentarem complicações sem benefício. O ensaio JCOG0110 confirmou que a esplenectomia sistemática não melhora a sobrevivência em tumores proximais que não envolvem a grande curvatura. Para o carcinoma precoce, uma linfadenectomia mais limitada (D1 ou D1+) é suficiente.

Quimioterapia perioperatória: esquema FLOT

Para o adenocarcinoma ressecável a partir de cT2 ou N+, o padrão atual não é operar de imediato mas sim quimioterapia perioperatória, administrada antes e depois da cirurgia. O esquema de referência é o FLOT (5-fluorouracilo, leucovorina, oxaliplatina e dotaxel), habitualmente 4 ciclos pré-operatórios e 4 pós-operatórios. O ensaio FLOT4 demonstrou superioridade do FLOT face aos esquemas anteriores (ECF/ECX), com melhoria da sobrevivência a 5 anos. A vantagem da abordagem perioperatória é dupla: reduz o estádio (facilitando a resseção R0) e trata precocemente a doença micrometastática. Em doentes submetidos a cirurgia sem quimioterapia neoadjuvante e com D2/R0, a alternativa é a quimioterapia adjuvante; a quimiorradioterapia adjuvante reserva-se sobretudo para linfadenectomia inferior a D2. Nos tumores da junção, a radioquimioterapia pré-operatória perdeu terreno para o FLOT com base em evidência recente.

Doença metastática e paliação

Na doença metastática (M1, incluindo citologia peritoneal positiva), o tratamento é sistémico e paliativo, com objetivo de prolongar a sobrevivência e controlar sintomas. A base é a quimioterapia com dupleto de fluoropirimidina e platina, personalizada pelos biomarcadores:

  • HER2 positivo: acrescentar trastuzumab (ensaio ToGA).
  • PD-L1 CPS elevado (a partir de 5): acrescentar imunoterapia anti-PD-1 (nivolumab) à quimioterapia (CheckMate 649).
  • MSI-high: candidato preferencial a imunoterapia.

A cirurgia na doença metastática é seletiva e não curativa, reservada a complicações: hemorragia não controlável, obstrução (com opção de gastrojejunostomia de derivação ou prótese endoscópica) e perfuração. A gastrectomia paliativa de rotina não prolonga a sobrevivência e só se justifica para controlo sintomático específico.

Referências

  1. Lordick F, Carneiro F, Cascinu S, et al. Gastric cancer: ESMO Clinical Practice Guideline for diagnosis, treatment and follow-up. Ann Oncol. 2022;33(10):1005-1020.
  2. Al-Batran SE, Homann N, Pauligk C, et al. Perioperative fluorouracil, leucovorin, oxaliplatin, and docetaxel (FLOT4) versus ECF/ECX in resectable gastric or gastro-oesophageal junction adenocarcinoma: a randomised phase 3 trial. Lancet. 2019;393(10184):1948-1957.
  3. NCCN Clinical Practice Guidelines in Oncology. Gastric Cancer, Version 2024. National Comprehensive Cancer Network; 2024.
  4. Japanese Gastric Cancer Association. Japanese gastric cancer treatment guidelines 2021 (6th edition). Gastric Cancer. 2023;26(1):1-25.
  5. Ono H, Yao K, Fujishiro M, et al. Guidelines for endoscopic submucosal dissection and endoscopic mucosal resection for early gastric cancer (second edition). Dig Endosc. 2021;33(1):4-20.
  6. Amin MB, Edge SB, Greene FL, et al., eds. AJCC Cancer Staging Manual. 8th ed. TNM classification for gastric cancer. Springer; 2017.
  7. Correa P. Human gastric carcinogenesis: a multistep and multifactorial process. Cancer Res. 1992;52(24):6735-6740.
  8. Pimentel-Nunes P, Libânio D, Marcos-Pinto R, et al. Management of epithelial precancerous conditions and lesions in the stomach (MAPS II): ESGE, EHMSG and ESP updated guideline. Endoscopy. 2019;51(4):365-388.
  9. Casali PG, Blay JY, Abecassis N, et al. Gastrointestinal stromal tumours: ESMO-EURACAN-GENTURIS Clinical Practice Guideline. Ann Oncol. 2022;33(1):20-33.
  10. Zucca E, Arcaini L, Buske C, et al. Marginal zone lymphomas: ESMO Clinical Practice Guideline. Ann Oncol. 2020;31(1):17-29.
  11. Liu Y, Kim HI, Song KY, et al. TNM 8th edition and stage migration in gastric cancer: multicentre validation. Ann Surg Oncol. 2020.
  12. Sano T, Sasako M, Mizusawa J, et al. Randomized controlled trial of splenectomy in total gastrectomy for proximal gastric carcinoma (JCOG0110). Ann Surg. 2017;265(2):277-283.
  13. Janjigian YY, Shitara K, Moehler M, et al. First-line nivolumab plus chemotherapy in advanced gastric/GEJ cancer (CheckMate 649). Lancet. 2021;398(10294):27-40.
  14. Bang YJ, Van Cutsem E, Feyereislova A, et al. Trastuzumab in combination with chemotherapy for HER2-positive advanced gastric cancer (ToGA). Lancet. 2010;376(9742):687-697.
  15. Brenner H, Rothenbacher D, Arndt V. Epidemiology of stomach cancer. Methods Mol Biol. 2009;472:467-477.
  16. Townsend CM, Beauchamp RD, Evers BM, Mattox KL. Sabiston Textbook of Surgery. 21st ed. Stomach. Elsevier; 2022.
  17. Brunicardi FC, et al. Schwartz's Principles of Surgery. 11th ed. Stomach. McGraw-Hill; 2019.
  18. van der Kaaij RT, Snaebjornsson P, Voncken FE, et al. The role of CDH1 in hereditary diffuse gastric cancer and prophylactic gastrectomy. IGCLC updated guidelines. Lancet Oncol. 2020;21(8):e386-e397.

11 perguntas sobre Neoplasia gástrica

Ler consolida, treinar é o que fixa. Cada pergunta tem justificação alínea a alínea, no formato da Prova Nacional de Acesso.

Criar conta e treinar