Litíase biliar
Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 30 perguntas neste tema
A litíase biliar atinge 10 a 15% dos adultos, sobretudo mulheres, e no Ocidente é quase toda de colesterol, formada quando a bílis sobressaturada nucleia numa vesícula que esvazia devagar. A maioria dos cálculos nunca dá sintomas e não se opera. Quando um cálculo obstrui o cístico por algumas horas surge a cólica biliar, uma dor constante que cede, e a partir daí oferece-se colecistectomia laparoscópica eletiva, com a visão crítica de segurança como regra para não lesar a via biliar.
Se a obstrução do cístico persiste, instala-se a colecistite aguda: dor que não cede, sinal de Murphy, febre e leucocitose, com parede espessada e líquido pericolecístico na ecografia. Os critérios de Tóquio 2018 confirmam-na e graduam-na, e o tratamento é a colecistectomia laparoscópica precoce, até 7 dias do internamento e 10 dias do início dos sintomas; quem não pode ser operado drena a vesícula por via percutânea.
Se o cálculo migra para o colédoco, dá icterícia obstrutiva, e estima-se o risco pela ecografia e pelas provas hepáticas antes de escolher entre CPRE, ecoendoscopia ou colangiorressonância. Com bactérias na bílis retida, a coledocolitíase torna-se colangite aguda, que evolui depressa para sépsis porque a pressão nos ductos lança as bactérias no sangue: trata-se com antibiótico e drenagem biliar, urgente no grau III e precoce no grau II. O mesmo cálculo, ao passar pela ampola, causa a pancreatite biliar.
O cálculo grande que erode a vesícula pode passar para o duodeno e encravar no íleo, no íleo biliar, ou encravar no colo da vesícula e comprimir o canal hepático, na síndrome de Mirizzi. O que não se pode falhar é a colangite grave por drenar, a lesão da via biliar numa vesícula difícil e o Mirizzi confundido com cancro ou operado sem ser reconhecido.
Referências
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30 perguntas sobre Litíase biliar
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