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Patologia venosa dos membros inferiores

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 29 de setembro de 2026 · 11 perguntas neste tema

Em resumo

A doença venosa crónica dos membros inferiores é, na essência, hipertensão venosa ambulatória. Numa perna normal, cada contração dos gémeos esvazia as veias profundas e as válvulas impedem o sangue de voltar, pelo que a pressão no tornozelo cai a pique com a marcha. Quando as válvulas deixam refluir, quando a veia está obstruída depois de uma trombose ou quando a bomba muscular não trabalha, a pressão fica alta mesmo a andar, e é essa pressão, transmitida à microcirculação, que produz tudo o resto.

O espectro vai das telangiectasias e das varizes ao edema, às alterações da pele e à úlcera, e a classificação CEAP (clínica, etiológica, anatómica e fisiopatológica) arruma-o de C0 a C6. As varizes são muito frequentes, mais na mulher e com a idade; a úlcera venosa atinge cerca de 1% da população e recidiva muito. O diagnóstico é clínico, com o doente de pé, e confirma-se no eco-Doppler, que mostra o refluxo e a permeabilidade e desenha o mapa para o tratamento.

A compressão é o pilar conservador e trata os sintomas, o edema e a úlcera, mas não corrige o refluxo nem impede a progressão. Nas varizes sintomáticas com incompetência da safena, a ablação térmica endovenosa é a primeira escolha; na úlcera ativa, a compressão forte junta-se à ablação precoce do refluxo, que acelera a cicatrização. O que não se pode falhar: medir o índice tornozelo-braço antes de comprimir, porque a compressão numa perna isquémica provoca necrose.

A tromboflebite superficial é outra doença: a trombose de uma veia superficial, quase sempre varicosa. Não é benigna, porque se pode estender ao sistema profundo pelas junções safenas, e é a ecografia, com o comprimento do trombo e a distância à junção, que decide se e como se anticoagula.

Referências

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