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Isquemia aguda e crónica dos membros inferiores

Matriz PNA:MD · MecanismosD · DiagnósticoP · PrevençãoGD · Gestão

Atualizado em 28 de setembro de 2026 · 26 perguntas neste tema

Em resumo

A isquemia dos membros inferiores são duas doenças com o mesmo nome. A crónica é a doença arterial periférica aterosclerótica, instala-se ao longo de anos, vive das colaterais e manifesta-se primeiro como claudicação intermitente; a aguda é a queda súbita da perfusão, em minutos a horas, e é uma emergência, porque o músculo e o nervo toleram poucas horas de isquemia completa. A primeira decisão perante um membro isquémico é saber em qual das duas se está.

A isquemia aguda nasce de uma embolia, quase sempre cardíaca e sobretudo da fibrilhação auricular, ou de uma trombose sobre uma placa, um aneurisma poplíteo ou um enxerto. O diagnóstico é clínico: dor, palidez e ausência de pulso, e o que decide a urgência é o défice neurológico, porque a parestesia e a paralisia querem dizer membro ameaçado. Hepariniza-se logo, gradua-se pela classificação de Rutherford e revasculariza-se por cirurgia ou por via endovascular; o membro já irreversível é amputado. Depois de reperfundir vigiam-se a síndrome compartimental e a síndrome de reperfusão.

A doença crónica é, antes de tudo, um marcador de aterosclerose sistémica: estes doentes morrem sobretudo de enfarte e de acidente vascular cerebral. Confirma-se com o índice tornozelo-braço igual ou inferior a 0,90, e acima de 1,40 as artérias não são compressíveis e mede-se a pressão no dedo. O tratamento assenta em deixar de fumar, estatina de alta intensidade, antiagregação e exercício supervisionado; a revascularização fica para a claudicação que continua incapacitante apesar disso e para a isquemia crónica ameaçadora do membro, em que não se espera.

O que não se pode falhar: o membro agudo com défice neurológico que fica à espera de exames, a revascularização de um membro já inviável, a síndrome compartimental à procura da ausência de pulso, e o diabético com índice normal ou alto a quem ninguém mediu a pressão no dedo.

Referências

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26 perguntas sobre Isquemia aguda e crónica dos membros inferiores

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